Resenha: O Sangue do Olimpo

o sangue do olimp.jpg 2Título Original: The Blood of Olympus
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Série: Os Heróis do Olimpo – Livro 5/5
Páginas: 419
Avaliação: ★★★★

O Sangue do Olimpo é o último livro da série “Os Heróis do Olimpo” e foi lançado aqui no Brasil no último dia 7, juntamente com o lançamento americano. Além de finalizar a saga que começou com as aventuras de Piper, Leo e Jason em “O Herói Perdido”, ele também é o último livro, pelo menos pelo que se sabe até então, que aborda o universo de Percy Jackson.

– Não estou dizendo que é um mito inventado. Tipo, não é um verdadeiro mito real.
– Dá para perceber por que a Annabeth é o cérebro desta missão.
– Cale a boca, Grace.

Sinopse:

Percy e Annabeth voltaram do Tártaro e se juntaram novamente à tripulação do Argo II para seguir viagem rumo a Atenas, onde eles precisam deter os gigantes que planejam utilizar o sangue de dois semideuses para despertar Gaia. Enquanto isso, Nico embarca com Reyna e o treinador Hedge em uma perigosa viagem pelas sombras com a missão de levar a Atena Partenos de volta ao acampamento Meio-Sangue, como uma oferta de paz para acabar com a rixa secular entre gregos e romanos. O dia 1º de Agosto se aproxima e, com ele, a data em que Gaia será acordada pelos gigantes.

A história é narrada sob cinco pontos de vista diferentes. Jason, Piper e Leo se intercalam contando o que está acontecendo com o Argo II e seus tripulantes,  guiando o leitor pelas pequenas missões que eles devem cumprir para estarem, enfim, prontos para enfrentar Gaia. Jason está confuso, dividido entre dois acampamentos ele busca entender qual é o seu papel na missão afinal. Já Leo precisa garantir que seu plano não falhe e seus amigos não o impeçam de fazer o que precisa ser feito, enquanto Piper precisa estar preparada para dizer a palavra certa que salvará todos.

Por sua vez, Nico e Reyna se revezam contando as dificuldades de suas viagens pelas sombras. Pela primeira vez tendo seus pontos de vista explorados, enquanto Nico teme não conseguir levar a estátua até o acampamento, porque sabe que sua força está se esgotando e logo ele próprio virará um fantasma e se juntará às sombras, Reyna é assombrada pelos fantasmas de seu passado sombrio, que precisa ser enfrentado para que ela consiga seguir em frente com sua viagem.

Além disso tudo, as coisas também não andam boas no Acampamento Meio-Sangue. Octavian, no comando da legião romana, cercou o acampamento grego e se aliou a monstros para garantir sua vitória na iminente guerra entre os acampamentos. Será que a estátua chegará a tempo e será capaz de impedir a batalha? Será que Octavian tem de fato o controle sobre seus aliados? Gaia fica mais forte a cada momento e os deuses permanecem incapazes de ajudar por causa de sua crise de identidade, a vitória parece estar muito longe do alcance dos heróis.

Sete meios-sangues responderão ao chamado.
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.
Um juramento a manter com um alento final,
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.

Resenha:

Eu não podia estar mais ansiosa para pôr as mãos nesse livro. Os que me conhecem sabem que eu sou uma grande fã de Percy Jackson desde o início da série e o fato de esse ser, talvez, o último livro, gerou em mim aquele sentimento conflituoso de “quero ler, mas não quero que acabe”. Mas, enfim, após um ano de longa espera, acompanhando todas as novidades e nutrindo mil expectativas, o livro chegou na minha casinha dois dias depois do lançamento e eu não perdi tempo para ler e tentar organizar minhas ideias para dizer para vocês o que eu achei da conclusão de Os Heróis do Olimpo.

Esse livro segue o estilo de todleoos os outros de ambas as séries que se passam no universo do acampamento Meio-Sangue: Há uma profecia que guia os heróis escolhidos em sua missão cujo objetivo final é derrotar um grande inimigo, mas eles tem que fazer isso até um dia específico ou o mundo vai acabar. Normal. O problema foi que dessa vez, ao contrário do comum ao Rick (o fim da série Percy Jackson é um grande exemplo) o final do livro foi muito previsível e eu diria até que meio forçado e não tão impactante quanto eu esperava. Não foi ruim, mas não teve a força que se espera da conclusão de uma série. As sequências de ação da grande batalha final, que acabou na verdade representada por duas pequenas lutinhas, foram muito rápidas e não muito bem descritas. No entanto, as outras pequenas missões ao longo do caminho foram bem legais, com um super destaque para um conjunto de capítulos narrados pelo Leo, logo no início, em que ele, Percy, Hazel e Frank precisam combater a deusa Nice. Eu ri tanto nessa parte que não podia deixar de mencionar aqui, afinal Leo e Percy juntos é uma boa dose de idiotices engraçadas “Pipoca! Nosso ponto fraco!”. Além disso, acho que vou virar shipper dessa amizade porque eles dois falando da Calipso, ownt.

Além desses probleminhas no enredo, tenho que falar que fiquei chateada com o fato de o Percy e a Annabeth não narrarem e de não estarem nem na capa (oi?) que por sinal eu não gostei muito. Ela representa uma cena descrita pela Piper no fim do livro, mas acho que uma cena melhor poderia ter sido escolhida, talvez uma em que todos estivessem presentes. Mas a grande questão não foi nem eles não terem narrado, afinal entendo que eles precisam dar a vez para os outros salvarem o mundo também, mas o fato de eles terem sido jogados demais de lado e todas as vezes em que supostamente iam fazer alguma coisa acabarem atrapalhando. De Frank e Hazel eu nem vou falar, porque não lembro se eles apareceram em mais do que 10 páginas… Ou seja, os protagonistas foram Piper, Leo e Jason: abriram a série com “o Herói Perdido” e agora praticamente fecharam-na sozinhos.

wtf are u doin'

Mas a questão é que esses três não tem força para fechar uma série sozinhos. Jason é um personagem muito fraco, ok, ele é todo bonzinho, maneiro, ele voa, desmaia frequentemente, é um herói e tal, mas ele não tem personalidade. Ele não tem o sarcasmo do Leo e do Percy, ou a força da Annabeth, ele não é um personagem apaixonante. Quanto à Piper…, nossa que garota chata. Me desculpem se vocês gostam dela, mas eu vou com a grande parcela do fandom que acha ela meio inútil e esse deve ter sido o objetivo do Rick em ter dado tantas responsabilidades para ela nessa missão, mas não colou, cara, foi mal. Pelo menos para mim ficou forçado demais. Aliás forçada mesmo foi essa história de Piper e Annabeth best friends forever (masoq?). Porém, não temam! Tio Leo salvou o livro mais uma vez. Eu amo esse menino, gente. Um personagem extremamente divertido, carismático e sarcástico, me pego torcendo para que cheguem logo as partes em que ele narra. Convenhamos, o que seria dessa missão sem o Leo? Eles não teriam nem um navio para voar que frase estranha. A única coisa que me incomodou um pouquinho no Leo foi a sua obsessão por reencontrar a Calipso, mas nem liguei muito porque ele bem que merece não ficar de lado pelo menos uma vez (afinal, ele é tipo o candelabro do Argo).

Por falar em Calipso, falemos então de amor…

percabeth

(sorry, não resisto a essas fanarts maravilhosas de Percabeth )

Jason e Piper (~le casal sem sal) não estavam tão chatos quanto nos últimos livros. Percabeth desapareceu como era de se esperar, já que nenhum dos dois narra e ia ser meio constrangedor alguém ficar falando sobre a vida amorosa dos outros. Hazel e Frank não dá nem para saber se ainda namoram porque né ¬¬ Mas, o que todos querem saber desde “A Casa de Hades”, é claro, era sobre o Nico e como não posso dar spoilers, tudo que posso dizer é que gostei bastante de como o tio Rick resolveu essa questão.

Quando Percy se afastou, Annabeth parecia um peixe tentando desesperadamente respirar.
– A rivalidade termina aqui – disse Percy – Eu amo você, Sabidinha.
Annabeth deu um leve um suspiro, como se alguma coisa dentro de seu peito tivesse derretido.”

Ainda falando de personagens, um grande desgosto meu foi que terminei o livro querendo saber: cadê Thalia e as caçadoras? Tyson, Ella, Rachel? Quíron, Clarrisse? Quem sabe Grover…? Pois é. Onde está o Acampamento??? Ta bom, já sei, essa série não é Percy Jackson, mas visto que há uma batalha iminente entre os acampamentos e sim, vou dizer mais uma vez  esse é o ÚLTIMO livro, acho que ficou um vazio de podermos dar pelo menos um tchauzinho para esses personagens queridos que praticamente (ou totalmente) nada fizeram nessa nova série.

Mas falemos, então, de coisas boas. Reyna e Nico???

palmas

Se tem uma coisa que saiu super certa foi como o tio Rick explorou a Reyna e principalmente o Nico. O Nico é um personagem que nós já conhecíamos há muito tempo e que sempre teve um papel importante nas histórias, mas sempre faltou alguma coisa, talvez a oportunidade de finalmente entender o que se passa de fato com ele. Nesse livro finalmente conhecemos Nico Di Angelo e eu acabei descobrindo que gosto muito de um personagem que sempre tinha sido indiferente para mim. Já Reyna arrasou. Roubou a cena merecidamente e me lembrou em muitos aspectos a Annabeth. Com uma personalidade muito forte, ela e sua história foram com certeza um dos grandes destaques do livro.

razel e nico

O livro não foi ruim, gente, longe disso (Rick Riordan escrevendo um livro ruim? Não sei se viverei para ver isso), mas passou longe do que poderia ter sido e do que eu, e acredito que a maioria dos fãs, esperavam. A grande questão foi que o Rick não acertou no quesito “conclusão de série” e deixou muitas coisas inexplicadas ou não explorou algumas situações como deveriam ter sido exploradas e isso prejudicou bastante. Prazos apertados, talvez? Não sei. Além disso, apesar dessas questões pouco exploradas, o livro não tem nenhuma deixa para outra série (além da de Magnus Chase sobre mitologia nórdica), aliás alguns personagens tiveram inclusive um final bem definitivo. Na minha opinião, eles deram o adeus deles nesse livro 😦

desespero com livro

Se eu recomendo? Claro que sim! Sei que critiquei muitos pontos aqui, mas de modo algum isso me impediu de dar 4 estrelinhas porque é claro que eu adorei todo o tempo que passei lendo esse livro e aproveitei com muito carinho cada uma das páginas. E agora como eu fico?

cabô

Essa resenha foi um pouquinho maior que o normal porque eu me empolgo falando de Percy Jackson. Mas e vocês, já leram o último livro? Contem para mim o que acharam. Se não leram ainda, quais são as expectativas? O que acharam da resenha? Digam para a gente nos comentários 😉

Algumas dores não devem ser eliminadas com tanta facilidade. É necessário lidar com elas, até abraçá-las.

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Confira o booktrailer do livro:

Por Mari

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