Resenha: Eu fui a melhor amiga de Jane Austen

Autora: Cora Harrison

Editora: Rocco

Páginas: 320

★★★★

Sinopse: 

Eu fui a melhor amiga de Jane Austen recria o diário de Jenny Cooper, prima e amiga da proeminente escritora inglesa Jane Austen (1775 – 1817), revelando uma fase até então pouco conhecida de suas vidas, a adolescência. Jenny, órfã de pais, viveu boa parte da sua infância em um internato em Southampton, na companhia de Jane, um ambiente frio e miserável que, nas suas palavras, “cheirava à morte”. Com a coragem de Jenny para salvar a prima que estava muito doente, as duas conseguem se libertar e vão morar na casa da família Austen. Entre aulas de etiqueta com uma prima francesa e alguns flertes – por ocasião do seu primeiro contato com garotos –, Jenny se apaixona por um marinheiro, e se vê diante de um dilema que representava um risco à sua reputação.Com esse diário aberto ao público, as jovens fãs de Jane Austen terão a oportunidade de se encantar ainda mais com a personalidade marcante, a inteligência, a perspicácia e a divertida forma com que essa escritora lidava com as adversidades. Jenny Cooper conta com orgulho e carinho sobre como amadureceu com a amizade de Jane Austen – a menina esperta que sempre tem respostas para tudo –, suas incríveis histórias imaginadas a partir de pessoas do seu convívio e seus conselhos sempre confortantes.

Minha opinião:

Assim que acabei de ler Orgulho e Preconceito da Jane Austen (minha primeira leitura dela), fiquei com uma super vontade de ler Eu fui a melhor amiga de Jane Austen. Resolvi pegá-lo na biblioteca do colégio e matar minha curiosidade. É um livro extremamente fofo. Jenny é uma ótima contadora de história e escritora de diários, além de ser uma maravilhosa desenhista. Ao virar as páginas podemos perceber vários desenhos muito fofos e que ajudam na descrição dos personagens, pois assim podemos visualizá-los melhor. Percebi que amo livros em forma de diário ♥

Austen é exatamente como imaginava, estou gostando dela cada vez mais e pretendo ler muito mais livros da sua coleção de clássicos. Orgulho e Preconceito foi apenas o primeiro de muitos. Na verdade, não faz muito o meu estilo de leitura, mas às vezes é bom sair da rotina. Quero dicas de qual pode ser a próxima de Jane Austen, alguém? Quero opiniões 🙂

Recomendo a leitura de Eu fui a melhor amiga de Jane Austen pelo simples fato de que com esse livro pude enxergar Jane de uma outra forma e até entendê-la melhor em relação às histórias que cria e tudo mais. Adorei! Leiam!

por Malu ♥

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Resenha: Como Salvar uma Vida

Título Original: How to Save a Life
Autora: Sara Zarr
Editora: ID
Páginas: 311
Avaliação: ★★★★★

Como Salvar uma Vida é um young adult com um quê de drama que conta a história da Jill e da Mandy, duas meninas completamente diferentes que por um acaso do destino terão suas vidas irremediavelmente entrelaçadas.

É assim que a vida parece pra mim. Todo mundo está fazendo; todo mundo sabe como. Viver e ser quem são e achar um lugar, achar um momento. Eu ainda estou esperando.

Enredo:

Jill é uma garota complicada. Ela tende a afastar seus amigos e magoar as pessoas que tentam se aproximar dela, até mesmo seu namorado Dylan, mas ela não foi sempre assim. Depois que seu pai morreu, ela se viu perdida e sem saber como reagir, porém tudo o que ela quer é encontrar sua antiga eu de novo. Mas, como se as coisas já não estivessem difíceis o suficiente, sua mãe decide adotar um bebê sem consultá-la e parece para Jill que ao tentar substituir um membro falecido da família por um novo, ela pode estar fazendo uma grande besteira.

Mandy tem 19 anos e está fugindo de casa, deixando para trás sua mãe que sempre deixou claro o quanto ela era indesejada e pegando um trem que a levará até Denver, onde ela busca dar ao seu bebê a vida que ela nunca teve. Mas as coisas nunca foram simples na vida de Mandy e, acostumada com tudo sempre dando errado, ela se mantém alerta, enquanto aguarda o momento em que Robin e sua filha Jill, que desde o primeiro minuto não gostou dela, pegarão o bebê e a deixarão sozinha, sem saber o que fazer com sua vida daí em diante.

Eu sigo o fluxo, ou pelo menos faço as pessoas pensarem que sigo o fluxo. Às vezes é melhor que as pessoas achem que você é estúpida ou que não se importa.

Resenha:

Esse foi um dos vários livros dos quais eu lembro de ter ouvido ser mecionado em algum blog e que eu acabei comprando por gostar da capa ou do do título (nesse caso os dois) sem nem mesmo saber qual era a história. Mas, a melhor parte de começar um livro sem ler a sinopse antes é a maneira como não esperamos nada, não criamos expectativas e, por isso, acabamos muitas vezes nos surpreendendo com ele. Foi o que aconteceu comigo.

A história da Mandy e da Jill é muito tocante, muito real, mas também muito forte, um pouco tensa. Não é um livro triste de verdade, ao contrário, o tempo todo as personagens parecem estar buscando conseguir ser felizes. No entanto, é um livro um pouco incômodo por causa dos temas abordados e da maneira como nos faz refletir sobre eles, é um livro para mexer com nossos sentimentos, não para ser original ou para contar uma história que todos irão amar.

Ainda assim, a escrita de Sara é muito fluida, muito simples, mas também muito bonita. O livro é bem rapidinho de se ler e é narrado intercaladamente pela Jill e pela Mandy, de modo que temos um vislumbre da história de cada uma e de como elas veem de maneiras opostas a mesma situação. Além disso, apesar de não acontecerem muitas coisas ao longo da história, fiquei muito presa a ela e não achei o livro lento ou cansativo em nenhum momento.

Os personagens são ótimos. Consegui ter um carinho especial e um certo apego por cada um deles, até mesmo a Mandy que apesar de um pouco irritante no início, logo cativa os leitores. Jill, apesar de meio problemática, conseguiu como narradora-personagem se mostrar bem vulnerável e até mesmo amável, pelo menos para mim. Já Robin, Dylan e Ravi são só amores, principalmente o Dylan, um menino meio punk que junto com suas unhas pintadas de roxo e seu inseparável delineador carrega um coração imensamente bom.

– Dói tanto – E dói dizer que dói. As palavras em si mais dizê-las trazem uma outra onda de dor. – Só me sinto… perdida.
– Eu sei. Sinto muito mesmo, Jill.
Depois de uns minutos, quando tenho certeza que consigo dizer isso coerentemente, respondo: – Sinto muito, também.
– Eu sei.

A única crítica que eu poderia fazer não é relativa à história e sim à edição que me incomodou bastante. A capa é muito bonita (a mesma da original), mas o livro veio com muitos errinhos bobos que devem ter passado batidos pela revisão e que, embora não sejam nada demais, me fazem pensar que um cuidado maior poderia ter sido tomado.

Recomendadíssimo para quem curte um pouco de drama. Gostei muito mesmo desse livro e foi uma das surpresinhas do ano para mim. Um livro que eu não fazia ideia que entraria para a lista dos queridinhos da minha estante…

Está tudo tão fora do controle. A vida, quero dizer. O jeito que ela voa em todas essas direções diferentes sem nossa permissão.

Por Mari